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Bastidores.

“Você é mimada” – falou uma voz feminina inconformada. “Não, eu não sou, irmã.” – respondeu a outra garota. Estendiam-se ali alguns minutos desde o início daquele diálogo monótono. Ster tinha a total e plena certeza em sua confirmação. E isso vinhera de supostas provas em seu argumento. O rei, o pai de ambas, Zeulósio, sempre escolherá Rebeka para cavalgar; sua mãe Catarina admirava com afeições e encantos aos bordados delicados e artísticos da filha e isso sempre acrescentou a suposta preferência em Rebeka.
Ster era uma garota fora do comum. Tinha suas próprias opiniões e não tinha amizades extensas como às de sua irmã. Ela pensara que as pessoas não se conheciam o suficiente para confiarem umas nas outras e isso arrecadava o afastamento das outras princesas dos reinos vizinhos. Seus olhos eram espertos e acompanhavam com rapidez os comandos de sua mente. Visualizava rápido algo que aparentemente era fora do sentido, criava formas para formar sua critica e transporta-la em palavras para o seu diário. Ela não gostava muito desse nome diário. Pois acreditava que o nome ‘diário’ deriva-se de algo que seria usado dia após dias – diariamente – e isso não acontecia com o seu bloco de folhas argumentativas. Via o movimento do seu castelo como algo que já se repetira no dia anterior. Pessoas acordavam, pessoas trabalhavam e outras apenas ordenavam. Uma vez chegou tentar debater com o seu pai sobre as atitudes que um rei tem sobre o seu reino – respeito, inteligência e preocupação sobre o seu povo.
O rei não era um completo ignorante em ignorar os questionamentos da filha e chegou a respondê-la com uma sutil resposta – “Filha, vivemos num mundo onde uns comandam e outros governam” – ela não entendeu. Comandantes e governantes? Não teriam eles as mesmas funções? O mesmo poder sobre uma nação um povo? “Não entendo, pai. O Senhor seria um comandante ou um governante? Os dois não são adeptos as mesmas funções?” – respondeu incerta. “Querida filha, os comandantes são submissos aos governantes, e estes são submissos ao rei e o rei não é submisso” – ainda lembrara como o pai teria lhe respondido. “Mas, o senhor, às vezes se submeteu ao clero” - Indagou com dúvidas. “Todos pensam isso” – respondeu o rei.
Ah, como dúvidas e incertezas sempre enchera o coração da menina Ster. Mas hoje ela teria que expulsar esse mal de inquietude para fora, hoje seria o dia em que conversaria francamente com sua irmã e suas opiniões. “Não se faça de sonsa, Rebeka. Você borda como as mãos de seres celestiais; cavalga com o nosso pai mesmo ele não tendo tantas horas disponíveis a nós; tem grandes amizades com as princesas e não faltam partidos para você – continuava – não estou com ciúmes ou algo tipo, na verdade é apenas curiosidade o que tenho. Não entendo como você consegue ver o se passa ao nosso redor! Sempre aos sorrisos e encantos, e isso sempre agradara aos nossos pais...” inconcluso. “Ster, pense um pouco” – citou Rebeka. “Pensar em quê?” – perguntou. “Pensar por que você chegou essa conclusão sobre os fatos” – respondeu. “Simples, nossos pais sempre reclamaram sobre minhas opiniões sobre o reino e isso sempre...” Foi interrompida.
“Este é o problema, mas ainda sim uma grande qualidade, você vê o mundo de tal forma espetacular e tenta achar as respostas exatas sobre os seus questionamentos. Isso é realmente impressionante e admirador, porém, somos apenas os embelles, Ster, somos apenas as figurantes do nosso mundo reinado – continuava – Suas revoltas não passarão de apenas revoltas” – concluiu. “Então você...” - “Todos pensam isso” – respondeu Rebeka e isso arrematou no mesmo instante a voz do seu pai. Ele tinha lhe respondido à mesma coisa numa das poucas conversas anteriores. “Eu não tenho mais medo de não viver eu mesma, pois já criei uma mesma de mim” – sorriu. “Na verdade é melhor assim, uma pessoa que não questiona ou não procura criticar nada, sempre é bem vista sobre o nosso meio. Quem já viu, eu, uma princesa – riu – uma mulher, intrometer-se em assuntos destinados apenas aos varões?” – nesse momento Ster ficara surpresa, não apenas pelo relato surpresa de sua irmã e sim por não conseguir formar palavras objetivas a ela. “Ah, Ster, temos que segui o sistema para tentar manobra-se de acordo com o sistema”.
“Você não faz parte do sistema, irmã... Com certeza você não faz. Você fez uma imagem beneficiadora a todos ao seu redor, para ser considerada uma menina perfeita à sociedade. Não, perfeita não, uma menina adaptável à sociedade. E nossos pais vendo que isso não acontecera tão rápido comigo – e nem vai acontecer – tentam lhe mimar para me frustrarem e seguir ao seu modelo de vida exemplar, contudo isto é uma completa mentira onde todos saem beneficiados, pois não terá oposições aos seus ideais. Isso é uma farsa e ninguém quer se opor a ela” – finalmente tinha conseguido formular as palavras exatas para o seu ponto de vista no momento. Mas para seu espanto, Rebeka riu. E colocou-se a levantar-se caminhando para saída do quarto da irmã, enquanto Ster continuava sentada à cama apenas observando-a. Sem olhar para trás, proferiu: “Todos pensam isso todos querem isso” respondeu Rebeka e saiu.

Comentários

  1. Olá, vim retribuir as palavras, gostei muito do que encontrei aqui e é claro já estou seguindo, bjs e muito sucesso!!
    (Agora tem um Anjo a te seguir)

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  2. ooi Arianne .
    gostei do seu blog tbm !
    tou te seguindo, me segue ?

    http://aottc.blogspot.com/

    Piece !

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  3. thnks for your comment..

    you really write beautifully...loved the story ..though didn't got it in full but the story looked thoughtful!

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  4. Que Blog lindo !!!! *_*
    ow me da umas dicas ai :)
    o meu ta super bagunçado :(
    Bjus ja to te seguindo

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  5. Apesar de não gostar muito de textos assim, tenho que reconhecer que esta
    muito bom.

    Parabéns o blog esta com uma aparencia muito vistosa.

    http://colecaofotografica.blogspot.com/

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  6. Adorei seu blog e do que encontrei aqui, é claro estou seguindo . (:

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