Pular para o conteúdo principal

30days: 15. Reflexão



Quando a sua força parece não ser o suficiente e você se encontra em pleno desespero em tentar acertar – você olha para os lados, todos eles – e vê apenas você e a sua sombra. Todo o sofrimento é apenas carregado por você. As lembranças são apenas suas e o ar daquele passado feliz já se foi há muito tempo. Nunca mais se sentiu o cheiro. O que fazer para acertar? Se tudo o que você toca parece que vai desmoronar e ainda temos a covarde coragem de reerguer tudo que caiu. Covardia? Defina covardia.

Não reconstrua aquilo que te destruiu aos poucos e pelo qual você sofreu um ataque surpresa a sangue frio.

Porque a necessidade de sentir aquele pequeno momento de felicidade, outra vez, é a coisa mais importante do mundo. E também a mais dolorosa. 






30 dias de escrita, dia 15 (Seja o personagem do seu livro favorito)
Escolhi tentar ser a Jenna, do livro "Soul Love - à noite o céu é perfeito", 
primeiro livro de ficção teen que me apaixonei.

Comentários

  1. *-------------------*

    ResponderExcluir
  2. Não precisamos reerguer o que desmoronou. Mas nos reerguer para poder construir algo novo... Ótima reflexão!

    ResponderExcluir
  3. É difícil porque a gente cria expectativa em cima de construções frágeis, e fica lá, tentando remendar o que não dá.

    Identidade Aleatória

    ResponderExcluir
  4. Moça você esta me monitorando? Entrou nos meus pensamentos? Poxa essa semana não parei de pensar nesse livro que você citou, a história é um amor, mesmo!

    Quanto a reflexão, não poderia ser melhor. "Não reconstrua aquilo que te destruiu aos poucos e pelo qual você sofreu um ataque surpresa a sangue frio." Reconstruir o que nos destruiu e o que desejamos fazer algumas vezes regidos pela ingenuidade de que talvez da segunda vez não vá doer tanto, bobagem. Temos que construir outras coisas, não dá pra fazer muita coisa com o entulho dos nossos desmoronamentos, dá pra usar de base pra uma nova história e é só.

    Beijos, escritora!
    www.eraoutravezamor.blogspot.com | www.semprovas.blogspot.com

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. O livro é muito bom, o primeiro do tipo que li na biblioteca da escola. hahaha
      Verdade, May. Só dá para uma base mesmo, mas nada de construirmos novamente naquilo. Adoro seus comentários. <3<3

      Excluir

Postar um comentário

Comente, opine, critique.

Postagens mais visitadas deste blog

As minhas aventuras com Eduardo Galeano l Resenha #01

Memorizar datas sempre é uma tarefa difícil para mim, por isso que eu não quero arriscar uma data específica do dia que conheci, de fato, o escritor Eduardo Galeano. Chuto dizer que o conheci em meados de 2010, e o lugar do encontro não poderia ter sido melhor: numa biblioteca pública do estado de Pernambuco, localizada no centro da cidade do Recife. Foi através de um amigo que pude conhecer Galeano e os seus infinitos abraços através de grandes histórias.   Uruguaio, Eduardo Galeano (1940-2015) traz em seus textos uma mistura de inquietações que nos são poeticamente compartilhadas. A beleza, a emoção e o sofrimento sendo descritas em poucas linhas e que nos transbordam com reflexões. A minha primeira leitura de Galeano foi “O Livro dos Abraços”, da editora L&PM, com tradução do Eric Nepomuceno. E, segundo o tradutor, Galeano foi o único escritor a revisar com ele todas as linhas das obras traduzidas antes de serem oficialmente publicadas no Brasil. Isso mostra o ca...

30days: 6. Uma frase

Você me causa terrorismo em meu ambiente de paz. 30 dias de escrita, dia 6 (Escreva algo que envolva terror). Arianne Barromeü

Epifania

Essa foi uma das minhas metamorfoses mais intensas. Estava sufocada em meu próprio casulo e a fechadura estava por dentro. Ninguém, além de mim mesma, poderia me salvar do meu próprio sufoco e da falta de ar. Quando o sentimento de vazio te drena por inteira e não consegues pensar mais em nada. Você quer chorar. Sim, você quer chorar, mas você não consegue e a explicação é tão ilógica que você não quer mais pensar tanto sobre isso, apenas quer sentir novamente a sensação da sua neutralidade sobre o mundo.  Meus olhos estavam fadigados e demonstrariam rendição a qualquer momento, mas algo ainda me mantinha aqui e naquela hora eu não conseguia pensar nessa sutileza em que eu estava. Imaginei qualquer outra pessoa com liberdade e que poderia correr, gritar, chorar na hora que bem entendesse. Então, conclui, com as peças erradas, que tudo aquilo estava fora do lugar pelas minhas escolhas, atitudes e reações a diversas coisas que me transbordavam tristezas. Pude sentir ...