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21 de fevereiro de 2011

Desabafo #VI

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Não quero um amor cego. Quero um amor vivo e com suas devidas expectativas intactas. Sou constituída por matéria e não pôr efusivas emoções – aprecio o belo da vida e o anseio da verdade. Por que a cada dia retrocedemos à vida e prosseguimos ao infinito. As emoções ainda me abalam como uma forte chuva ao meio da correnteza. Por que não estou no mundo para agradar-te e nem para ser agradada. Estou aqui para viver. Agora viver o quê? A matéria que fora pulsada em mim involuntariamente? A matéria que sem pena destrata todo um passado prazeroso. Prazer... Uma palavra que corresponde a todos os efeitos conquistados, no entanto, mas conhecida como um arrepio avassalador por todo o seu corpo. Sinta o arrepio. 


(Arianne   Barromeu)