20 de maio de 2012

Faltou ar*

562202_443923342287302_100000089193968_1632835_1937881180_n_large


                Hoje acordei com aquela baita vontade de te ligar e agradecer tudo aquilo que vivemos. Agradecer por mostrar que o amor realmente existe e pode ser eterno, agradecer por você ter iniciado aquela primeira conversa e não ter cansado de mim. Por ter me dado chances e chances de ser feliz. Por ter orado comigo quando estava fraca de mim mesmo. Por simplesmente, você ter sido você mesmo e permitido me mostrar por inteira - me olhar no espelho através dos seus olhos e querer mais. Eu te agradeço por você ter despertado aquela felicidade antes desconhecida por mim e que se renovava todo dia. Chego fico sem ar quando relembro dos nossos dias, noites, madrugadas e algo que nem era dia nem noite. Você foi aquele que conseguiu me encontrar, na verdade, lapidar aquilo bruto que eu guardava. São muitas as coisas que eu não te disse. Às vezes, não te dizia o quanto eu tava feliz e o quanto eu amava nosso amor poesia. A intensidade é pouco perto daquilo que vivemos. A intensidade sente ciúmes por não ser ela nossa definição, talvez eu deva criar uma nova palavra para nós. Mas o quê? Além da melhor: eu e você. O amigo, o vizinho, o desconhecido, o próximo... Quando eles me veem ou me notam, eles sabem que eu tenho você. Hoje eu acordei com aquela baita vontade de te ligar e agradecer tudo aquilo que vivemos e do que ainda vamos viver. Venha e fique. Hoje. Amanhã. Sempre. Quer uma dica? Venha agora. 





*Escrito ao som "Faltou ar", de Tiê.

5 de maio de 2012

Uma noite

03h00 da manhã.  O telefone toca.
- Alô?
- Te quero hoje. No mesmo lugar, às 20h00.
- Vik?! É você?
- Você sabe que sim. Te espero.
- Espera!
Fim da ligação. O que ele queria falar era que não dava mais. Não queria continuar alimentando aquele vício desenfreado. Fechou os olhos buscando alguma reação e esperando uma tal de coragem para impedi-lo de ir até ela, deixar pra lá. Mas não adiantou, a vida dele não deixava a dela partir. Pensou que conhecia o amor e que já tinha passado por suas fases: O encanto, a conquista, os carinhos mútuos, as decepções, as recaídas, as desilusões e o fim. É, ele pensou, mas quando conheceu a Vik, era  a Vik. Estava se completando ao decorrer dos dias, o seu sorriso saia fácil com ela. Sentia bem lá no fundo, por todo o seu corpo, que era correspondido. Era um amor real, um amor recíproco, um amor achado entre tantos desamores. Sentia-se vivo. Sentia-se moço. Sentia-se poesia. Era igual trança, se completavam da maneira certa.
- Ah, Vik... – A vida brinca com a gente, moço.
E brincou com eles, mesmo que eles tenham gostado da brincadeira até certo ponto, a curva da montanha-russa foi perigosa.
03h30 da manhã. Ele liga pra ela.
- Vik?
Silêncio
- Vik, fala comigo.
O suspiro dela é sua resposta.
- Olha, Vik... É tão difícil falar, me perdoa? Me perdoe mesmo, mas não posso mais. Não quero mais te magoar e nem quero mais chorar – ela disse que ele nunca a tinha magoado – Olha, eu te amo. Não é da boca pra fora, você sabe, eu te amo muito. Tantos problemas apareceram e nossas tentativas falhas de nos afastar... - Ei, moço, os problemas sempre falam mais alto, não é? - Você me faz bem, eu te faço bem, mas os nossos caminhos estão em outras direções... - Vamos pular esses caminhos e criar um só nosso - Pelo menos agora, então...

A campainha toca. Ele vai até a porta com o celular e não ver ninguém pela brecha. Abre com curiosidade. Vik sentada e chorando no chão. Surpreso. Susto.
- Estava aqui o tempo todo? 
- Cheguei agora.
- Por quê?
- Eu sabia que você não iria...
- Você sabe o porquê...
- Só hoje?
- Foi o que eu disse antes de ontem.
- E foi a última 'daquele hoje'.
- É a última entre nós.
Silêncio
- Quer que eu siga em frente?
Silêncio
-  Olha pra mim e fala para seguir em frente!
- Não posso.
- Por quê?
- Quero seguir com você.
Porta fechada. Corpos colados. Algumas lágrimas encobertas. Uma recaída dói, simplesmente quando o coração ainda ta cheio de saudade e sabe que a incerteza é uma vírgula maligna do amor. Mas o que dizer se apenas seria naquela noite e lamentos pela manhã?  É, uma única noite.

29 de abril de 2012

Cartas não enviadas - 01

Tumblr_lzt9vl7n3e1r68qv2o1_500_large

Meu amado,
Ao ler sua carta tive a imensa vontade de abraçá-lo. Acredito que abraçar você será uma das coisas que mais farei quando revê-lo. Provar que estás comigo. Não apenas um abraço, mas também sussurrar no seu ouvido e dizer o quanto te amo, o quanto quero ser sua. Suspiro. Falta muito para nos reencontrarmos? Você partiu e ainda te vejo aqui. Parece uma sentença perpétua, uma necessidade sem cura. Ouvir a sua voz absorve todos os meus medos e me faz sorrir de amor. Não quero mais pensar nos obstáculos que nos cercam, eles são nada perante a força do nosso amor, mas quero pensar exclusivamente na beleza do teu sorriso. Acredito que ele combine com o meu. Não sei o que aconteceu comigo, mas você mudou todo o meu rumo. Agora é só você, só você, só você, só você... Algo tão presente, tão intenso. 

Numa despedida, sinto sua falta. Numa noite mal dormida, é por ti que sinto falta. Pela primeira vez as palavras fugiram para descrever o quão doce é este sentimento. Talvez, seja uma regra não conseguir definir bem o que sentimos, pelo menos quando se trata de amor. Tão lindo e triste. Só nosso amor. Só eu e você.

Eu não sei no que você está pensando nesse exato momento ou no que deve estar fazendo, mas acredite: Há alguém que está perdidamente apaixonada por você. O bonito, meu amado, é o sentir. Estou na base disse desde o dia em que te conheci. A força da sua presença é tão forte que tira meu fôlego, minha concentração. Minha mente agora só tem o seu espaço, não o infinito de um espaço ou de uma galáxia, mas o seu espaço. Um que nunca terá fim. Cheguei no estágio da dependência cômica. Não tem mais volta. Não tem mais cura. Quero acordar com o seu beijo, admirar você dormindo. Quero ser a sua mulher. Me entregar de corpo e alma – mistérios virgens que só você conhecerá. Um pacto só entre nós dois. O amor não é tão simples, mas conosco ele amadurece e se torna doce. Mais doce do que o próprio Caio poderia descrever, você gosta tanto dele, não é?

Estou colocando a minha mão direita sobre a carta e prometendo ser apenas sua. Acredite, essa carta não chegará ao fim agora. As palavras continuam em disparadas no meu coração, querem ser escritas e gritadas em direção a você. Porém, algumas delas, só podem ser sussurradas na ponta do seu ouvido. Te aguardo para dizê-las.

Com amor,
sua.



Ps: Nova tag do blog, o que acharam?