}

13 de fevereiro de 2011

Vodka

Excelentíssimos devaneios sobre nossas bocas. Senti aquela doçura invadir-me por inteiro e quando sentira que estava ao fim, apenas relato ao garçom: mais uma rodada, por favor.  A vodka não me queimara, ela apenas instigava minha apreciação da noite. Minha boca encontrava-se sobre os lábios finos do copo e meus beijos eram deixados com tons avermelhados em suas bordas transparentes. Talvez parasse talvez prolongasse.
À noite pra mim não seria uma criança e sim uma escuridão de desmanches dos sonhos destruídos. Desejaria um escarpe – um refúgio – ou a sublime presença de sua companhia. Mas, meus olhos revelavam a resposta da sua frieza perante mim. Estes olhos carregavam consigo a mais beleza negra de minha alma. Esbanjavam lágrimas pretas e lábios desbotados. Meu sorriso não tem mais o riso e nem o riso de sua companhia. Lamento minha árdua solidão.
Então eu peço: Mais uma rodada, por favor.
E bebidas são postas sobre mim, no entanto, um rosto masculino olha-me com desejo. Talvez o respondesse talvez o tomasse para mim.