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1 de março de 2011

Desabafo #VII


Não me exponha muito. Gosto do escondido e armador. É onde nos descobrimos por completo e por inteiro. Minhas palavras são minha liberdade e desejo desfrutá-las como ninguém.  Desejo sentir sozinha a sensação da verdade, pois assim, não me encobrirás com mentiras. Poupe-me do sofrimento melancólico. Atribuo-me a independência – dependência – a você. Para quê serves estes folhetos mentirosos e estas flores com essências perdidas? Onde se encontram palavras que são escritas para encobrirem calúnias empacadas dentro de nós. Deixe-me sentir o meu coração. Quero senti-lo como um novo, apesar de está velho demais para carregar amarguras e sensíveis por completos para entregar-se com toda alma. As xícaras holandesas possuem a beleza de sobrecarregar-se com a imaturidade dos nossos olhos. Quando nossos olhos ainda são e sempre serão inexperientes para com as ilusões alheias dessa maldita vida. Admito, entrego-te as xícaras, muitas delas e acerca-te de enviá-las para sua maldita língua. Esta língua amaldiçoou nosso antigo amor. Se é que descobrimos um dia o amor.