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7 de novembro de 2011

"Não vemos as coisas como são:

 vemos as coisas como somos".


                "Um homem jamais pode entender o tipo de solidão que uma mulher experimenta. Um homem se deita sobre o útero da mulher apenas para se fortalecer, ele se nutre desta fusão, se ergue e vai ao mundo, a seu trabalho, a sua batalha, sua arte. Ele não é solitário. Ele é ocupado. A memória de nadar no líquido amniótico lhe dá energia, completude. A mulher pode ser ocupada também, mas ela se sente vazia. Sensualidade para ela não é apenas uma onda de prazer em que ela se banhou, uma carga elétrica de prazer no contato com outra. Quando o homem se deita sobre o útero dela, ela é preenchida, cada ato de amor, ter o homem dentro dela, um ato de nascer e renascer, carregar uma criança e carregar um homem. Toda vez que o homem deita em seu útero se renova no desejo de agir, de ser. Mas para uma mulher, o climax não é o nascimento, mas o momento em que o homem descansa dentro dela."  Anaïs Nin

       
          Ficou chocado com a liberdade da escrita de Anais? Não fique. Ela é uma das raras autoras que se preocupam em delinear os sentimentos mais intensos e secretos que a mulher guarda pra si. Quantas vezes, você mulher, ficou se perguntando: “Será que estou errada?” “Apenas eu sinto isso?” As dúvidas que atormentam e parecem não haverem respostas. Em todas as suas obras, Anaïs Nin, teve uma grande preocupação em definir os pensamentos e atitudes femininas. Revelando grandes personalidades as quais você se define ao longo dos contos e se encontra ali. Dúvidas íntimas que não encontramos em outras redes e sites sociais; respostas automáticas e sem nenhum senso feminino que dificultam o debate entre a Mulher e o seu corpo. Sempre procuramos algo real – acontece e aconteceu – uma experiência lírica. Que transforme aquele tabu numa dança envolvente de se ler e se entregar sem medo. Não estou apoiando o sexo adoidado (isso é com você, haha), estou salientando a importância de avaliar outras formas – literárias, até – de se autoconhecer. Claro que, infelizmente, não são em todos os casos e afazeres que encontramos uma lírica e intimismo em obras eróticas, você precisa pesquisar e encontrar aquele defina um pouco você. No meu caso, Anaïs Nin.  Quem nunca guardou um conselho de algum livro e levou adiante em sua vida? Eu já. Conhece outra autora como a Anaïs? Publique e comente sobre ela, adorarei conhecê-la.



"Eu escolho um homem que não duvide de minha coragem.
Que não me acredite inocente. Que tenha a coragem de me tratar como uma mulher".



"Eu não soube suportar a passagem das coisas. Tudo o que flui, tudo o que passa, tudo o que mexe sufoca e enche-me de angústia". 

         Anaïs Nin