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10 de dezembro de 2011

Gostoso era sentir a inocência ao te ver.

Era tão gostoso de sentir a inocência ao te ver. Encolhia os olhos só para imaginar um cenário de nós dois – não tinha beijo, mas a sensação do carinho mútuo era intensa. Sonhava peripécias fantasiosas e, com nossas mãos dadas, não existia o mundo – sinto saudade do sorriso perto do meu ouvido, ele dizia coisas bonitas. Celular a gente não tinha, mas pedacinhos de papel ainda estão aguardados lá na minha caixa do passado. Cada frase eterna e promessas que prometemos não quebrar ainda estão guardadas à espera da sua imortalidade. Sinto falta do seu aconchego e daquela margarida de beira de estrada que você me dava. Devia ter guardado ao menos uma só. Ainda me lembro das corridas e afobações que eu passava apenas pra te ver do outro lado da rua, tínhamos pressa e um tchau era o suficiente – passava a tarde inteira relembrando a cena. Venha cá, vamos relembrar os momentos bonitos que desenhamos juntos e tentar eternizar as palavras ditas com tanta inocência daqueles dias. Vamos esquecer os problemas – por um segundo – e tentar pensar apenas na gente e naquele sentimento que dividimos com tanta alegria. A gente não chamava de amor e há pessoas que chamam do primeiro amor, vou acreditar nisso, mas só por que eu passei nos sintomas de coração apaixonado: Mãos suadas, barriga gelada, pés trêmulos e palavras perdidas. Tudo isso foi misturado e deu no pensamento você. A resposta não é mais amor e sim nossos nomes desenhados naquela velha árvore do parque da escola. Gostoso era sentir a inocência ao te ver.