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19 de dezembro de 2010

Questionamento


"Às – todas – vezes pensamos que uma jura prometida nunca será cumprida. Quando as duas almas se encontram e proferem entre si coisas agradáveis aos mesmos – sabemos que não vai acontecer. Mas por que jurar? Sabe-se que o nosso eu será orgulhoso demais para cumpri-lo? Os momentos são tão belos assim para criarmos uma ilusão com o nosso próprio ego? Fisicamente estou deprimida, estou incomodada de não ter respostas concretas para minhas respostas. Acrescento a limitação dos profissionais em tentar responder as minhas questões. Por que juramos? Apenas pelo momento ser belo? Uma palavra cochichou em meus ouvidos – promessas – Ah, a promessa.  Ela existe também, talvez seja prima da palavra: jura ou irmã do medonho: prometemos. Quaisquer parentescos que seja, elas tem o mesmo álibi."

Terminou de anotar o seu momento na máquina de datilografia – herdada de sua mãe. Respirou um pouco olhando para o nada, tentando se própria entender, ela queria entender como funcionava o sistema das palavras no mundo, se ela morava nele tinha o pleno direito de entendê-lo. Mas sempre que surgia uma resposta outra perguntava vinha à tona, e o grau de dificuldade se elevará. Pois a cada vitória da humanidade um regresso é notado entre outros - seria esse o ciclo?  A sua companhia toca e demora um pouco para notar. Era o jornaleiro. Todas as quintas ele estava lá, cumprindo com o seu dever de informar a todos do seu bairro – inclusive a própria. Ela não percebeu que essa epifania tinha a tomado ao encará-lo. Não, o seu olhar não era de malícia ou desejo – era um estudo momentâneo. E como – possivelmente – a todos os seres masculinos, aquele olhar se fora considerado maldoso.

A partir de trinta segundos, o mundo se tornará real e ela perceberá que o mundo não é apenas feito de juras, promessas ou outras formas de se interligar alguém ao mundo ilusionário. O mundo também é ocorrido de atos – bons e maldosos – fatos intensos e deprimentes ou fatores que se repugna ao próprio ser que se denomina humano. Pela primeira vez o efeito do seu questionamento era respondido – apenas por um olhar. Ele abriu um sorriso – ato maldoso – Ela deixou sua boca entreaberta espantada – fato intenso. Ele a agarrou – fator repugnante. Definitivamente aquele não seria o modo que desejará para descobrir o mundo – infelizmente apenas conhecia o mundo ilusionário – Acreditava conhecer um pedacinho da verdade. Seu portal de decodificação para as palavras era intruso. Seu vocal agora não tinha voz. Seus instrumentos para o domínio no seu mundo agora eram fracos para rebater sua defesa. O jornaleiro.

Nada mais se poderia fazer? A limitação estava nela agora. Apenas fechou os olhos.