Olhos opacos com um falso azul da velhice deslumbravam uma toda geração prolífera da sua juventude. Um filho, outro outro e outro demonstraram depois de alguns anos seus filhos ali prostrados à mesa com seus outros filhos. Suas mãos apresentavam a fragilidade de aconchegar em seu colo seus netos energéticos, seus olhos escondiam a sensação do limite posta em seu corpo. E seus lábios secos eram umedecidos com água sem gosto; possivelmente lembra-se do passado por um breve relance e regozija-se por inteira da sensação prazerosa que já sentira. Seus cabelos um dia soltos e lançados ao vento de uma manhã de pleno verão; seu corpo firme com uma belíssima peça de bolinhas e adentrando-se na água salgada na praia de Ipanema. Agora, apenas suas palavras ecoavam com beleza ao centro da sala, uma voz roca, por assim dizer, mas firme e autêntica defronte a todos. Sua fragilidade seria apenas no corpo, na matéria. Sua força era inacreditável e proporcionava toda uma história impessoal que trazia sobre si. Seus pensamentos eram intensos mais que um mergulho independente. Fortalecia-se em sua rocha material não em riquezas materiais. Tinha consciência que a idade avançada lhe tirara inúmeras coisas e prazeres da vida. Via, um pouco além, àquela menina que um dia fora ela. Cheia de vida. Cheia de expectativas. Mas a riqueza de carregar gerações e sentimentos vividos dentro de si era ainda mais estrondeante; e, olhava-se ao espelho: poderia ver o espelho da sua alma, apesar de ser distante e impulsivo, era nostálgico querer tocá-lo. E agora outras gerações passariam em sua frente – desejara – que eles sentissem além do quê o seu corpo sentiu.
( Acompanhe : Prólogo - Capítulo I - Capítulo II ) O ENCONTRO . Naquele dia, ela acordou com uma vontade enorme de sentir-se amada. Estava cansada do lado da cama vazia e não ter ninguém para beijar no dia 12 de junho. Então, ela se arrumou como nunca antes. Escolheu seu melhor vestido, provocou no seu batom e caprichou no olhar, escolheu aquele salto que valorizava suas pernas e soltou os cabelos. Quando se olhou no espelho, se auto admirou. Que tipo de princesa a donzela teria se transformado? Sairia feliz e convicta que estava armada como um cupido do amor. Ela queria um parceiro que a dissesse que a amava e que a queria por toda vida. Passou por tantos pretendentes, mas nenhum a fazia sentir aquele toque de entusiasmo (borboletas voando dentro da barriga) dentro do coração. Ele, o coração, palpitava cheio de energia quando um suposto príncipe a olhava e chamava para beber, mas no fundo tudo seria passageiro. Ela queria um que dura...
Que lindo.
ResponderExcluirFiquei ainda mais contente, pois sou carioca então eu pude imaginar perfeitamente a moça bonita, com cabelos soltos, entrando alegre no mar de Ipanema; hoje sendo uma senhora. Que história maravilhosa, o modo como a velhice transpareceu uma beleza intensa nas suas palavras. Beleza esta que muitas pessoas esquecem de notar nos idosos, nos contos obsoletos.
Adorei querida Arih, grande beijo.
Um texto sensível, um desses raros que a gente lê. Textos sensíveis, como esse seu, transpassam uma realidade doce, mesmo com tons amargos. Expressa medos disfarçados, e felicidades contidas no pequeno espaço entre cada palavra. Um texto sensível, relata possibilidades incompreendidas pelo tempo, mas que não deixam de serem possibilidades. A uma magia contida em textos assim, uma magia que penetra em cada leitor. Em cada leitor sensível também.
ResponderExcluirGrande beijo;
Que comovente sua postagem! Estou seguindo seu blog!!! Achei legal essa sua postagem tratando da idade, da beleza que há nas pessoas mais velhas. O corpo envelhece mas a alma torna-se madura, bela, forte, né? ^^
ResponderExcluirParabéns, texto muito lindo!
Abraços!
http://neowellblog.wordpress.com/
Adorei o blog! O texto mais ainda, muito claro, e doce. Escrita em uma forma simples e rica. Parabéns ;*
ResponderExcluirObrigado minha querida :)
ResponderExcluirQue texto inspirador! Gostei mesmo. Me fez ficar a reflectir um pouco sobre a maneira em que se olha para um idoso, hoje em dia, na rua. É triste a maneira com que se trata essa gente mais velha. Essa gente que vive por amor à vida e não se lamenta porque vive feliz por ainda viver e recordando tudo aquilo de bom em tantos anos de vida. Tudo aquilo que poderá transmitir aos próximos.
Adorei o teu texto e pronto :)
Realmente lindo, como disse a Carol. É beleza o que vejo aqui.
ResponderExcluirA velhice foi descrita por você de uma forma que deveria ser descrita por todos, deveríamos mesmo denotar esse lado poético do tempo. O corpo frágil e alma vivida, madura, e experiente. Eu sinto um prazer incomensurável em conversar com pessoas idosas, acho que têm muitas palavras guardadas e poucos ouvidos para cabê-las.
Mas uma vez, o que não é surpresa nenhuma, o seu texto me ganha de maneira natural. Esse seu jeito de dar vida as palavras é admirável, e digno de todos os elogios possíveis.
Um beijo, Arih.
Emocionante...No mínimo!
ResponderExcluirAchei bacana a postagem e o seu blog em si, achei interessante também o nome 'Epifania'...Apesar de me lembrar o filme dos simpsons xD
Estou te seguindo aqui.
Um beijo!
M!sunderstood
eu lembrei da a minha avó , pensie no meu futuro !
ResponderExcluirSensibilidade pura ao olhar o rosto de alguem que já passou pelo tempo e dele levou marcas que sempre irão existir no espelho da alma.
ResponderExcluirAdorei o teu blog, e esse texto é realmente muito belo!
ResponderExcluirMuito belo mesmo. Parabéns!
Te seguindoo ;*
Se tiver tempo, da uma olhadinha (:
http://umamor-demenina.blogspot.com/
Gostei do seu blog e o estou seguindo!
ResponderExcluirQuando quiser: http://palavrasproferidas.blogspot.com/2010/11/descaso.html
Abraços.
'Mas a riqueza de carregar gerações e sentimentos vividos dentro de si era ainda mais estrondeante; e, olhava-se ao espelho: poderia ver o espelho da sua alma, apesar de ser distante e impulsivo, era nostálgico querer tocá-lo. '
ResponderExcluirLindo texto, comovente.
Que possamos viver uma vida plena, e feliz, para que na nossa velhice possamos olhar para trás com essa mesma nostalgia e nos perder no meio de nossas lembranças de uma vida que valeu a pena ser vivida.
Minha querida, tenha um lindo fim de semana!
Bjs & abraços!
Nossa, que perfeito!
ResponderExcluirAchei incrivel como você falou tanta verdade.. nossa.. vou refletir um pouco aqui sobre esse texto. Muito bonito! E... fiquei até sem palavras aqui, desculpa.
Simplesmente amei.
Bjãoo =**
Oi Arianne, que lindo texto!!
ResponderExcluirObrigada pelos comentários!
Um grande beijo e bom find!!
Primeiro de tudo amei porque você citou Ipanema, orgulho de carioca sempre presente para transbordar por ai. KKKKK
ResponderExcluirO texto ficou incrível. As vezes olhamos um idoso na rua e não conseguimos imaginar muito além da sua forma fisica de hoje, não conseguimos imaginar a nossa idade neles e como eles eram naquela epoca.
Amei mesmo!
E ela não está me plagiando não, amor. KKKKKK Ela escreveu esse conto comigo e nós duas vamos postá-lo juntas *-* De qualquer forma, obrigada pelo aviso.
Beijinhos <3
Gostei imenso deste texto. Mostra todas as características que aprecio imenso nos idosos. Estimo muito as pessoas mais velhas, com uma larga experiência de vida e muito para contar e ensinar aos mais novos. :)
ResponderExcluirrsrs passando para agradecer o comentário em meu blog e por estar me seguindo também =D... Aproveitando para admirar e seguir o teu blog ^^... Bjoss
ResponderExcluirLindo demais demais. Eu nunca li um texto falando sobre isso, gostei bastante :)
ResponderExcluirAh e gosto de idosos *-* são tão fofos!
Que lindo Flor! O importante é que apesar do tempo, o nosso espírito deve se manter inabalável e em constante amadurecimento, rs Amei mesmo ! : )
ResponderExcluirOii,
ResponderExcluirObrigada pela sua visita e seu comentário, fiquei intensamente feliz.
Seu blog é simplismente e profundamente incrível.
Parabéns!!
Tem selo para você no meu blog. Depois passe lá para buscar.
ResponderExcluirhttp://omundosobomeuolhar.blogspot.com/2011/02/concurso-nacional-de-cronicas-e-poesias.html
Beijos
Como já diz a frase...
ResponderExcluir"Viver é uma arte, envelhecer é uma dádiva."
Mas bem poucos dão valor e respeito ao mais velho.
Ótimo post!
Arih, vim avisar que indiquei alguns selos a você, todos muito merecedores devo ressaltar.
ResponderExcluirhttp://maiaraentrelinhas.blogspot.com/p/selos-e-afins.html
Um beijo.
Olhos de observadora, um texto nostálgico e doce, como se a idosa visse a vida passando diante de seus olhos. O que sei é que quanto mais envelheço, mais fico nostálgica, e olhe que tenho apenas 16 anos. Fico me imaginando com meus sessenta... Eu simplesmente adorei ler esse texto, acabo por me identificar um pouco. Doce viu ? Adorei
ResponderExcluirGostei!
ResponderExcluirBeijos meus e um bom final de semana!
Oláa querida que bom que gostou do meu cantinho ;*
ResponderExcluirficoo muito feliz ^^
ameeei seu por isso estou a lhe seguir ;]
Obg pelo comentário no blog, linda!
ResponderExcluirtambém irei segui-la
apareça quando quiser no TEORIA DO PLAYMOBIL
www.teoria-do-playmobil.blogspot.com
O desafio 42 dias consistia em ler a biblia durant 42 dias. a biblia toda! começou dia 1 de janeiro e terminou dia 12 de fevereiro. ao que tudo indica ano que vem terá novamente! mas se vc quiser, eu posso te enviar o cronograma da leitura e vc faz por conta própria, o que acha? é só me enviar teu email!
ResponderExcluirabraços.
Nossa mt bom *-*
ResponderExcluirparabéns !
seguindo você ..
passa lá também ? *-*
beijo ..;*
Amei os teus textos, parabens!
ResponderExcluirUma ótima prosa poética! Parece que esta idosa existe e andou perambulado diante dos seus olhos.
ResponderExcluirRetrata bem a imagem do que é o tempo, do relativo final das coisas, e dos que não são coisas.
Grande apreço por seu post! abraço!
Que comentar? Bem, fiquei meio sem reação frente ao texto. Talvez nunca tenha percebido isso tão de perto, ou simplesmente, despercebi. Mas será que seremos também nós, idosas que carregamos toda uma vivência e mil atos por aí, e passaremos despercebidas aos olhares jovens? Daí é que me entristeço.
ResponderExcluirUm beijo!
Oi, adorei teu blog
ResponderExcluirestou seguindo,
visita o meu e se gostar,
siga! Beijo.
http://livreelouca.blogspot.com/
Muito sensível, sutil, e tocante. Adorei, assim como o topo do blog, que lindo Arianne! Parabéns!
ResponderExcluirParei na Juh. Ah, como minha conexão me ama.
ResponderExcluirPude até sentir a velha que tem dentro de mim se desmoronar em nostalgia. E um dia ela vai... =/
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