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14 de dezembro de 2011

Livros para as férias!

Primeiramente, vale ressaltar, que esta lista é independente de qualquer pesquisa ou análises crítica de algum projeto de leitura. Está sendo baseada a partir do meu ponto de vista e tentei ser a mais ampla possível para atingir não só o meu gosto, mas de diversos gostos dos leitores que acessam o Eppifania. Bem, ficar de férias nem sempre é um bom sinal. A correria acaba e nos vemos no famoso tédio. Sair todo final de semana para pegar uma prainha ou ir num cinema não está na agenda de todas as pessoas. Para muitos (como eu) a saída são duas: Ler e Escrever. E por que não dividir os livros que lerei nessas férias de dezembro? Acho o mês novembro bastante mágico, mas quase não o aproveitei. Deixei que alguns problemas reinassem na minha vida, mas tudo se fez novo e agora estou aqui para compartilhar a maratona de leitura que eu, Arianne, percorrerá numa leitura sem medidas.

1.       O ESTRANGEIRO – Albert Campus
Prêmio Nobel de Literatura, O Estrangeiro é hoje o recordista absoluto de vendas em formato de bolso na França. Narrado em primeira pessoa, o (narrador-personagem) argelino Meursault, retrata em palavras densas detalhes que são marcados pela incerteza e pelo absurdo da existência. A solidão, dúvidas, sentimento existencialista e o quase surrealismo dos seus conflitos retratos de forma clara e não tão clara assim. Sempre nos surpreendendo a cada linha lida. É um clássico que deve ser lido e deve estar na sua estante de livros.

2.       O PEQUENO PRÍNCIPE –
Confesso que não estava animada para lê-lo, mas minha concepção mudou quando me encontrei com o personagem. Aprendi a cada mundo que o pequeno Príncipe percorria e identificara pessoas reais com seus mundos exclusivos e sem mais um realce na vida. É triste pensar nisso, mas a vida é assim. O livro é para toda criança que ainda existe dentro de nós. A imaginação não morre, deixamo-la adormecer.

3.       SONHO DE UMA NOITE DE VERÃO – William Skakespeare.
É uma das primeiras publicações de Shakespeare e pode ser classificado como comédia, apesar do meu coração ficar bem afligido em muitas cenas descritas. Nessa obra, seguiu-se, em parte, a tendência da época Grega – Atenas: a tragédia de Píramo e Tisbe. Há várias histórias que vão se desenvolvendo ao mesmo tempo. Histórias do amor impossível, ensaios duma peça onde o autor principal se transforma num animal, O amor duma fada. Senti adrenalina, medo, pressa, felicidade e aquele clássico melancolismo da parte do Shakespeare.

4.       A FESTA – Katherine Mansfiel
Poucos a conhecem, mas, Katherine, tornou-se modelo para os melhores escritores da nossa atualidade. Como: Clarice Lispector, Oscar Wilde e Virginia Woolf. Uma escritora de fina sensibilidade, de quem a passagem do tempo só faz realçar a beleza, o talento, a perspicácia com que souber lidar com as preocupações humanas mais geralmente sentidas, com foco especial para a solidão. A Festa, trás contos comuns de pessoas comuns que marcam nossa leitura duma maneira que apenas a Katherine poderia descrever. Sua escrita é rápida, ligeiras e nos remota grandes reflexões através dos seus personagens.

5.       ALICE NO PAÍS DAS MARAVILHAS – Lewis Carroll
Essa obra é, a principio, um conto infantil sobre as aventuras de Alice em um lugar de fantasia no qual tudo é possível. Sua enorme influência de deve à liberdade criativa do seu autor, que brota sem amarras, já que tudo é sonho da protagonista. Muitos conhecem sua trajetória mágica através dos filmes já lançados, mas nada mais que justo, é uma leitura onde você mesmo cria o mundo da Alice. Caindo no poço com mais profundo com ela e desvendando os mistérios do mundo maravilhoso com o coelho falante.

6.       LIMITE BRANCO – Caio Fernando Abreu
De construção perfeita, intensa sinceridade e verdade pessoal. Limite branco se caracteriza pelo pleno domínio da expressão que sempre esteve na base do trabalho do autor. Um relançamento imperdível para aqueles que gostam de ler um bom romance. 


7.       A PAIXÃO SEGUNDO G.H – Clarice Lispector
Narrado por uma mulher que conta a si mesma o próprio pensar e sentir. À procura duma identidade que o a justifique e explique como tal, e a transcenda, ainda que ao preço da destruição de suas aparências anteriores. Não se trata de um livro com uma leitura difícil, mas uma linguagem límpida, transparente. Uma experiência bem incomum para a personagem, mas que para viver é preciso aprender a morrer.

8.       NOITES BRANCAS E OUTAS HISTÓRIAS – Dostoiévski
“O Romance de um Sonhador”. Ainda estou no início desse romance, mas já me tornei dependente de lê-lo ainda mais. Dostoiévski tem disso, sou fascinada por suas obras e almejo ler todos os seus livros publicados. Falando um pouco do livro “Noites Brancas e outras histórias” impregna-se um intimismo delicado, numa cidade fria, buliçosa e distraída, a São Petersburo (atual Leningrado), cruzam-se duas linhas de duas vidas de dois destinos. O romance foi filmado mais de uma vez com grande sucesso. O personagem principal não tem grandes experiências com mulheres, mas numa noite ele conhece uma que o encanta à primeira vista e percorre-se um drama que o final ainda é desconhecido por mim. Vale à pena lê-lo, ganhei o exemplar da Editora Parceira: Martin Claret.

9.       O PERFUME – Patrick Süskind
Jean-Baptiste Grenouille, personagem principal, tem duas característica fantásticas que o tornam singular: não tem cheiro algum e é dotado de um olfato apuradíssimo, que o mantém mergulhado num mundo à parte, povoado apenas por cheiros. O PERFUME é uma profunda reflexão sobre a estupidez humana, o absurdo de suas instituições e valores, tudo isso num estilo cético, debochado e refinado.

10.   O MUNDO DE VIDRO – Mauricio Gomyde
Até onde pode ir a paixão de uma pessoa por outra? Como, quando e por que começa? Até que ponto pode-se cometer alguma loucura para fazer parte da vida de alguém? Quais as consequências da paixão avassaladora incompreendida? E quando não se admite a óbvia paixão por outra pessoa? Neste seu primeiro e hilariante romance, Maurício Gomyde conta a história de duas pessoas, Ele e Ela, tentando responder estas, aparentemente, simples perguntas. Passeando com extrema facilidade tanto pela linguagem refinada e sutil quanto pela tosca.

11.   CHAPLIN – UMA VIDA – Stephen Weissman
Uma biografia autorizada do melhor comediante do cinema de todos os tempos. Ganhei este livro num sorteio e estou super ansiosa para devorá-lo. Aparenta ter uma linguagem bastante agradável de se ler e retrata a vida deste cinegrafista que mudou gerações. “Este livro, sempre provocador e algumas vezes doloroso, é uma leitura reveladora, um importante elemento para a compreensão da genialidade e da arte do meu pai, e uma reflexão única sobre o mistério da criatividade”. Geraldine Chaplin.

12.   DELTA DE VÊNUS – Anaïs Nin
Prostitutas que satisfazem os mais estranhos desejos de seus clientes. Mulheres que se aventuram com desconhecidos para descobrir sua própria sexualidade. Triângulos amorosos e orgias. Modelos e artistas que se envolvem num misto de culto ao sexo e à beleza. Aristocratas excêntricos e homens que enlouquecem as mulheres. Estes são alguns dos personagens que habitam os contos eróticos de Delta de Vênus, de Anaïs Nin.