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26 de fevereiro de 2012

A nossa história.

Acompanhe:  Prólogo  -  Capítulo I - Capítulo II)





O ENCONTRO.


Naquele dia, ela acordou com uma vontade enorme de sentir-se amada. Estava cansada do lado da cama vazia e não ter ninguém para beijar no dia 12 de junho. Então, ela se arrumou como nunca antes. Escolheu seu melhor vestido, provocou no seu batom e caprichou no olhar, escolheu aquele salto que valorizava suas pernas e soltou os cabelos. Quando se olhou no espelho, se auto admirou. Que tipo de princesa a donzela teria se transformado? Sairia feliz e convicta que estava armada como um cupido do amor. Ela queria um parceiro que a dissesse que a amava e que a queria por toda vida. Passou por tantos pretendentes, mas nenhum a fazia sentir aquele toque de entusiasmo  (borboletas voando dentro da barriga) dentro do coração. Ele, o coração, palpitava cheio de energia quando um suposto príncipe a olhava e chamava para beber, mas no fundo tudo seria passageiro. Ela queria um que durasse por quase ou toda vida.

— Quer encontra seu príncipe encantado numa mesa de bar? – Riu o garçom, enquanto lhe servia outro copo de bebida. Aquele semblante de beleza e cheio de atitude não era mais o mesmo. Agora era de cansaço, fadiga. Ela parecia com aquelas caixas de músicas empoeiradas pelo tempo, se alguém a limpasse viria seu tesouro e se encantaria pela sua melodia, mas ninguém queria. Ninguém queria uma responsabilidade de palpitar um coração, fazê-lo amar de novo; deixá-lo outra vez apaixonado. Não bastaria ter coragem para isso, só bastaria amá-la também. Corresponder o amor que o outro coração necessita. Uma troca: Amar e ser amado. O garçom poderia ter dito que a beleza é  só um complemento, o que vale mesmo é o que tem por dentro (que o coração junto com a mente sabem quando é o cara certo), mas ele ficou calado. Ela disse que não precisava de um táxi, iria para casa assim e ponto final. Pagou a conta e saiu. Não estava tão bêbada nem tão sóbria, mas, ainda sim, conseguiu ouvir aplausos vindos do final da rua. Algo a levava até lá. Viu uma grande multidão em volta de um alguém que dizia:

“Venha, flor minha, deixe que sua essência perfume minha vida. Sem ela é como um mundo sem graça, sem o doce sabor da tua alegria. Quero sentir seus lábios sobre minha experiente boca, mas que se tornam inexperientes perante a tua formosura e ternura”.

Ela ficou extasiada. Queria tornar-se a musa daquele homem e ser sua inspiração por todos dias; ouvir suas palavras no pé do seu ouvido a cada manhã. Aplaudiu junto com o público e sorriu como criança cheia de crença que seria notada por ele. Buscou seus olhos como nunca fizera, queria incomodá-lo a olhá-la também. Alguns homens anotavam aqueles versos para darem a suas namoradas, esposas. Já as mulheres suspiravam de desejo querendo pra si um homem como aquele. Sorriu com vontade. Queria que o seu sorriso o alcançasse junto com seu olhar.

“Ei, olhar de cigana e sorriso misterioso que me desinquieta. Quero pegar-te pela mão e mergulhar nas suas ondas que me tiram o fôlego. Venha e me leve. Leve-me e fique. Por que contigo a inspiração parece eterna, nunca se cansa”.


Seu coração disse, sua mente gritou: Você o encontrou. Então, quando os olhares se encontram (talvez os caminhos também), ficou um pouco tonta. Suas mãos não tremeram, mas seus pés não conseguiam andar. Sentiu uma ardência desigual vindo de dentro de si. O que era aquilo? Nem ela mesmo sabia. Não era apenas o talento que a atraiu, era uma coisa que não sabia o quê, que sentia quando o olhava nos olhos. Quando imaginou que poderia puxar uma conversa e trazê-lo para a mesma órbita que ela estava, não aguentou. Sabia que quando a noite acabasse, sentir-se-ia amada, só por ela acreditar que o tinha encontrado. Mas, o que ela não sabia, é que ele também estava numa procura e quando a avistou, deixou transpassar a vontade de saudá-la e convidá-la para sua próxima poesia.  







É como se fosse apenas um prólogo de uma história, talvez eu explique mais.
Ps: Será que continua? O que vocês acham? *.*