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24 de abril de 2012

A nossa história de amor. Cap. III

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( Acompanhe: Prólogo - Capítulo I - Capítulo II - Capítulo III) 


- Vamos descobrir... – Sua amiga fez um pouco de suspense e finalmente abriu a porta. Para surpresa de Ana, os dois amigos que iria conhecer eram formosos e possuíam uma beleza que a fizera suspirar. Um era moreno alto com tranças - seus traços eram firmes e olhos mais escuros que a própria noite – seu rosto era totalmente sedutor, com apenas um sorriso poderia conquistar uma mulher. Já o seu amigo, poderíamos dizer que era completamente o oposto. Era ruivo e possuía algumas sarnas no rosto, mas seus olhos eram verdes e bem penetrantes, apesar de possuírem um mistério - Ana se viciou neles. Tentou disfarçar, mas o ruivo sorriu demonstrando que percebera sua timidez. 

- Ana, este é aquele que comentei mais cedo – Juli não tinha comentado de ninguém especificamente, mas continuou – Ele cursa Direito e quer escrever um livro.

- Ah, é verdade? Que tipo de livro? Dramas e amores não correspondidos? Ou aventuras em séries? – sua voz demonstrou interesse e seu sorriso realçou sua vontade.

- Talvez você queira saber do livro que ainda vou escrever. Esse seu sorriso despertou uma enorme vontade de incluí-lo numa personagem, em algum livro. Claro, se permitires que um dos meus personagens venha roubá-lo...

Uma troca de olhares. Risinhos dos amigos ao fundo. Uma possibilidade.

- Depende de como será incluído... Não quero qualquer uma com o meu sorriso. Me chamo Ana, mas acho que você já sabe... Como se chama?

- Prazer, meu nome é John.

Eles decidiram ir ao Bar do Recanto. Pessoais agradáveis, literatura e bebida na medida certa.

- Não, eu não sei o nome dela... Mas, me escute. Eu ouvi o seu riso e senti seu perfume, mesmo que longe, eu senti. Tenho certeza que é bonita, o seu andar condena isso. Gostaria de ter tocado os seus cabelos... Eram tão negros. E o pior de tudo: Ela estava ao meu lado o tempo todo e não virei para olhá-la. Não tinha percebido sua presença! Que pecado. Outra vez o passado jogou uma pedra e atrapalhou meu presente. Estava relembrando o que passou e doeu. Encontramos-nos sem saber e quero reencontrá-la.

- Romeu, você está bem? Compreendo que a moça realmente deva ser bela e o seu riso despertado o seu interesse, mas... Nem o seu rosto você viu e tem tantas certezas que quer reencontrá-la. Vá com calma, meu amigo, vá com calma. As coisas podem ir em outra direção. Seu coração é uma verdadeira poesia e sabemos que elas nem sempre são lindas. Vamos ao Bar do Recanto? - sugeriu por fim, Ed.

- Vamos! – concordou animado Romeu, ignorando o aviso antecipado do amigo.


Continua...