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22 de julho de 2012

Sobre eles: Bruno

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Sempre sonhei demais. Desde criança tive amizades com garotos e isso nunca pareceu um problema, até que um dia, minha mãe me chamou para uma conversa e tentou me explicou algumas coisas. Foi direta: relacionamento entre um homem e uma mulher. Ela não explicou muito bem, fantasiou muitas coisas e desde aquele dia fiquei imaginando como realmente seria. Até que descobri como as coisas funcionavam. Como eu passei grande parte da minha infância na casa da minha avó e ela era bem rígida, deixei passar algumas coisas importantes pra mim.

Conheci Bruno no colégio. Ele era do tipo que nenhuma garota olharia: Calado, solitário e de poucos amigos. Mas algo me chamava atenção nele, até hoje não sei o quê. Ele tinha um pequeno sinal abaixo do olho e isso era um charme. Eu era bastante nova e não sabia lidar com nada em relação ao amor. Lembro até hoje de tudo o que sentia quando ele passava por mim: Pensamento embasado, mãos nervosas, coração acelerado e falta de ar. Se ele falasse comigo, não saberia o que responder. Provavelmente ficaria gaguejando num simples “oi”. Hoje eu sei que ele foi o meu primeiro amor. Pelo menos foi o primeiro que despertou toda essa sequência esquisita em mim. 

Os anos foram se passando e o meu amor calado só aumentava. Escrevia em diários coisas sem sentido, coisas como: com a se escreve amor e com p se escreve paixão, com B escrevo Bruno dentro do meu coração. O que eu vi nele? Realmente não sei. Uma vez eu e minha melhor amiga tomamos coragem e perguntamos algo extraordinário, nota: Ele estava a metros de distância e gritamos no meio da rua. Ele sorriu (até hoje lembro daquele sorriso) e respondeu seu signo. Libra. Aquilo foi apenas um pretexto para ouvir sua voz e ver sua reação. Descobrimos, então, que ele era simpático. O amor é uma sequência clichê? Depende, não é clichê para quem passa e nem para quem sente.

Depois percebi uma troca de olhares, mas nada de conversas. Era ele lá e eu cá. Ele foi transferido e nunca mais o vi. Fiquei sabendo que sua vida tinha dado uma mudada, mas para pior e isso me deixou profundamente triste. Não sei se daria certo, mas, de qualquer maneira, lembro-me dele com muita paz. Talvez tenha sido melhor assim, até mais bonito. Não posso criar um passado com ele, apenas guardar o que ele deu pra mim: sonhos de amor. Mas adoraria ter sido sua namorada. 


      

      
 "Sobre eles" é uma nova tag aqui no Eppifania. Nela escreverei sobre os caras que passaram de alguma maneira na minha vida. Aqueles que eu gostei, admirei, tive algum envolvimento ou apenas uma certa atração. Os nomes dos caras serão fictícios (na grande parte) e qualquer semelhança será mera coincidência. Afinal, trata-se da minha vida com eles. Espero que tenham gostado. Essa é apenas uma amostra das outras novidades que vem por aí. Me segue no twitter e você ficará por dentro de algumas novidades em primeira mão por lá: @ariannebarromeu