
Sempre sonhei demais. Desde criança tive amizades com garotos e isso nunca pareceu um problema, até que um dia, minha mãe me chamou para uma conversa e tentou me explicou algumas coisas. Foi direta: relacionamento entre um homem e uma mulher. Ela não explicou muito bem, fantasiou muitas coisas e desde aquele dia fiquei imaginando como realmente seria. Até que descobri como as coisas funcionavam. Como eu passei grande parte da minha infância na casa da minha avó e ela era bem rígida, deixei passar algumas coisas importantes pra mim.
Conheci Bruno no colégio. Ele era do tipo que nenhuma garota olharia: Calado, solitário e de poucos amigos. Mas algo me chamava atenção nele, até hoje não sei o quê. Ele tinha um pequeno sinal abaixo do olho e isso era um charme. Eu era bastante nova e não sabia lidar com nada em relação ao amor. Lembro até hoje de tudo o que sentia quando ele passava por mim: Pensamento embasado, mãos nervosas, coração acelerado e falta de ar. Se ele falasse comigo, não saberia o que responder. Provavelmente ficaria gaguejando num simples “oi”. Hoje eu sei que ele foi o meu primeiro amor. Pelo menos foi o primeiro que despertou toda essa sequência esquisita em mim.
Os anos foram se passando e o meu amor calado só aumentava. Escrevia em diários coisas sem sentido, coisas como: com a se escreve amor e com p se escreve paixão, com B escrevo Bruno dentro do meu coração. O que eu vi nele? Realmente não sei. Uma vez eu e minha melhor amiga tomamos coragem e perguntamos algo extraordinário, nota: Ele estava a metros de distância e gritamos no meio da rua. Ele sorriu (até hoje lembro daquele sorriso) e respondeu seu signo. Libra. Aquilo foi apenas um pretexto para ouvir sua voz e ver sua reação. Descobrimos, então, que ele era simpático. O amor é uma sequência clichê? Depende, não é clichê para quem passa e nem para quem sente.
Depois percebi uma troca de olhares, mas nada de conversas. Era ele lá e eu cá. Ele foi transferido e nunca mais o vi. Fiquei sabendo que sua vida tinha dado uma mudada, mas para pior e isso me deixou profundamente triste. Não sei se daria certo, mas, de qualquer maneira, lembro-me dele com muita paz. Talvez tenha sido melhor assim, até mais bonito. Não posso criar um passado com ele, apenas guardar o que ele deu pra mim: sonhos de amor. Mas adoraria ter sido sua namorada.
❝ "Sobre eles" é uma nova tag aqui no Eppifania. Nela escreverei sobre os caras que passaram de alguma maneira na minha vida. Aqueles que eu gostei, admirei, tive algum envolvimento ou apenas uma certa atração. Os nomes dos caras serão fictícios (na grande parte) e qualquer semelhança será mera coincidência. Afinal, trata-se da minha vida com eles. Espero que tenham gostado. Essa é apenas uma amostra das outras novidades que vem por aí. Me segue no twitter e você ficará por dentro de algumas novidades em primeira mão por lá: @ariannebarromeu
Adorei Ari!!!! *-*
ResponderExcluirParece um conto. Ficou lindo! Ansiosa para ver as demais histórias. Foi muito criativo essa quadro! Beijos
Que bom que você gostou, Kah! Fico muito feliz. Semana que vem tem mais dessa tag, espero te ver por aqui, ta?
ExcluirBeijo
Adorei o novo quadro,aliás,com esse bom gosto que você tem para escrever é difícil não gostar do que encontramos aqui.
ResponderExcluirEngraçado que de fato muitos homens passam por nossas vidas e sempre fica alguma coisa,uma característica física,um jeito,enfim.
Uma ótima semana Arianne,abraço,=)
Que linda! Exatamente, Suelen. Sempre fica alguma coisa, só a gente descobrir o que é... Além da lembrança.
ExcluirBeijo!
Boa sorte nessa nova série, Arianne! Tá aprovada. rs
ResponderExcluirBeijão.
Arianne, adorei a forma como escreves.
ResponderExcluirMagnifico teu blog!
Lembranças.
Own, flor. Obrigada, Lyv!
ExcluirGente que texto lindo! Como vc escreve bem sobre seus sentimentos, "amor é uma sequência clichê? Depende, não é clichê para quem passa e nem para quem sente. adorei essa frase, vai ficar guardado na minha mente. Ah, obrigado por visitar meu blog.
ResponderExcluirBjs na coração :)
Obrigada, Mikaelly. Espero te ver mais vezes por aqui. (:
ExcluirGostei ><
ResponderExcluirÉ engraçado observar o destino que as coisas levam. Alguém de quem gostamos muito lá no passado se torna totalmente diferente hoje. Parece que são pessoas distintas, rs.
Já aconteceu comigo... de gostar de alguém só em pensamento. Mas nunca tive coragem de perguntar o signo, rs.
Beijo ^^
Oi, Rodrigo! Concordo com você. Até hoje me pergunto como criei coragem para ir perguntar isso a ele, e como falei, foi ao grito. haha Mas foi uma experiência legal e que lembro com carinho hoje, sabe? Não me arrependo.
ExcluirBeijo!
Texto lindo. Amo a grande capacidade que você tem de detalhar as coisas. *-*
ResponderExcluir"O verbo ler não tolera o imperativo, temos que seduzir, provocar, enamorar.
ResponderExcluirLer por prazer é algo contagiante.
Tudo isto servirá no futuro como verdadeiros anticorpos para o choque invitável contra a mediocridade, a hipocrisia e a vulgaridade quotidiana, contra a aridez do espírito, a insensibilidade e o declínio das faculdades sensitivas da beleza."
[Biblioteca José Saramago]
Venho te Parabenizar pelo dia do Escritor! Que continuemos a encantar sempre!
Abraço.
http://apoetaesuasletras.blogspot.com.br/
Obrigada pela parabenização, Evelyn!
Excluirboa história, eu sou do tipo solitário e de nenhum amigo e não aconteceu coisa parecida...
ResponderExcluirO amor juvenil... Na época, parecia sofrimento. Hoje é engraçado relembrar.
ResponderExcluirMinha querida
ResponderExcluirRecordações que sempre vão ficar dentro de nós...doces e serenas...ADOREI.
Um beijinho com carinho
Sonhadora
Nunca tinha visto uma tag como essa, eu adorei. E adorei a história também, fiquei curiosa para saber o que aconteceu com ele.
ResponderExcluirbjs
que lindo.por um momento, achei que fosse um conto. há algo de mágico no primeiro amor da gente,sabe? ah! você me deu uma ideia para um texto. publicarei no meu blog pessoal (daqui há um tempo,claro). ficou mesmo muito bem feito o seu post
ResponderExcluirBlog Emilie Escreve