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21 de janeiro de 2011

Desabafo #IV




O som das águas caídas lá fora transmitiam-me o nostálgico daquela tarde traiçoeira. Meu corpo se aconchegava no atelier bagunçado da minha parenta idosa - suas costuras e desenhos eram deixados caídos ao chão, mesmo com seu aspecto assustador de desorganização, amava está ali. Uma casa antiga com seu primeiro andar voltado a hobbys e travessuras. Sua janela era dividida entre retângulos primares, fazendo uma pequena curva ondulatória para rua. Definitivamente, aquele era meu aconchego favorito. Encontrava-me entre os tecidos delicados, e olhos arregalados a observar os pigmentos da chuva a saltar – tecidos macios e convidativos a serem usados; e proibidos a serem roubados. Intensamente aquele parâmetro ofuscava de mim uma sensação tranqüila e avassaladora em termos temperamentais do meu corpo, se sentir calma e despreocupada com tudo que a vida poderá fazer sobre a minha, me levara a sensações intimistas e um pouco desanimadora sobre o meu retrospecto de felicidade. Na verdade, o preceito de felicidade ainda não sentia, apenas sabia. Por que de todas as maneiras ou todos equívocos que seguisse, ainda seria eu mesma. Saberia da felicidade, mas não ousaria senti-la. Sentir a felicidade é caminho para sua despedida, saber a felicidade é caminho da teoria inofensiva. E coisas inofensivas não machucam ninguém... Agora vejo neve a cair.  Neve, neve, neve. Tão astuto quanto a frágil chuva.



[Primeiramente, peço perdões aos leitores por este texto. Ele transmite o que minha alma sente no momento. Subjetivismo e simplicidade. Creio que muitos não gostarão ou não entenderão.

 Queridos leitores e leitoras, venho informá-los que, infelizmente, me tornarei um pouco ausente do blog. Por motivos pessoais, contudo, garanto que não esquecerei do meu recanto e refúgio noturno. Peço infinitos perdões, mas não poderei responder os comentários anteriores, mas eles serão retribuídos aos demeados dias que logarei por aqui. Selos e questionários serão respondidos, repassados e publicados ao meu retorno. Agora, meus queridos, revoir encore plus. (Até mais, adeus.) ]